Capítulo I - De protestante a Ortodoxo. D) Legado paterno.
Legado paterno...
Segundo nossas tradições familiares meu bisavô paterno - Braz Jerônimo - chegou a ingressar no seminário de Arcos ou Ermida e receber as ordens menores segundo o ritual da igreja romana, a qual minha família - descendente de mouriscos como já foi dito - era extremamente dedicada.
No entanto optando por casar deixou o Seminário e passou a Vila onde constituiu família.
Era ele, na vila dos Prados (Pinhel), pelos idos de 1900, o único habitante que por saber latim era capaz de responder a Missa Latina. Em decorrência disto exerceu o ofício de sacristão ou acólito até o dia de sua morte sucedida pelos idos de 1940.
Ao que parece uma de suas irmãs guardava as chaves da igreja paroquial, outra zelava pelos altares e estátuas dos santos e uma outra pela conservação das alfaias e paramentos... De modo que o templo da Vila era como que uma igreja familiar.
Seu filho (Meu avô paterno.) - que chegou a ser intendente do lugarejo -inclusive foi quem forneceu os recursos necessários para reparar a torre da igreja e inserir um relógio. Como no entanto fosse um homem de caráter extremamente cruel e desumano acabou predispondo meu pai, que era o primogênito, a incredulidade.
Também minha avó Maria, era notadamente religiosa ou como se dizia 'devota' ou 'beata', acorrendo assiduamente aos ofícios da igreja, os quais naquele tempo obedeciam ao ritual tridentino e eram abrilhantados pelo canto gregoriano. Ao que se diz ela acreditava conversar com os anjos e santos... E pessoas de sua família teriam presenciado os 'supostos' sinais da Fátima.
Tendo passado ao Brasil ainda bastante jovem meu pai (A convite do pai que aqui se achava exilado.) foi, quase que de imediato, cooptado pelo movimento anarco sindicalista e aderindo a uma ideologia ateístico-materialista com certos vernizes panteístas. Quiçá tenha lido as obras de Lizandro de la Torre ou de Rogélio Ibarreta...
Seu filho (Meu avô paterno.) - que chegou a ser intendente do lugarejo -inclusive foi quem forneceu os recursos necessários para reparar a torre da igreja e inserir um relógio. Como no entanto fosse um homem de caráter extremamente cruel e desumano acabou predispondo meu pai, que era o primogênito, a incredulidade.
Também minha avó Maria, era notadamente religiosa ou como se dizia 'devota' ou 'beata', acorrendo assiduamente aos ofícios da igreja, os quais naquele tempo obedeciam ao ritual tridentino e eram abrilhantados pelo canto gregoriano. Ao que se diz ela acreditava conversar com os anjos e santos... E pessoas de sua família teriam presenciado os 'supostos' sinais da Fátima.
Tendo passado ao Brasil ainda bastante jovem meu pai (A convite do pai que aqui se achava exilado.) foi, quase que de imediato, cooptado pelo movimento anarco sindicalista e aderindo a uma ideologia ateístico-materialista com certos vernizes panteístas. Quiçá tenha lido as obras de Lizandro de la Torre ou de Rogélio Ibarreta...
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