Capítulo I - De protestante a Ortodoxo > E) Um pai educador.
Um pai educador
E sequer posso compreender como se pode casar com minha mãe, supondo que tenha assumido tal compromisso quando ela se viu grávida de mim.
Alias eram ambos já velhos e viúvos. Meu pai com cerca de 60 anos e minha mãe com cerca de 43.
Alias eram ambos já velhos e viúvos. Meu pai com cerca de 60 anos e minha mãe com cerca de 43.
Como é sabido fui concebido pouco antes da morte da pensadora Hannah Arendt. Tendo sido contemporâneo seu por cerca de um mês. O que me deixa lisonjeado.
Com efeito, quando atingi a idade de quatro anos, começou meu pai a ensinar-me, ele mesmo, as primeiras letras e as artes do cálculo, possibilitando que ingressasse na escola praticamente alfabetizado ou 'adiantado' como se dizia então. Graças a ele, antes dos cinco anos, havia lido meu primeiro livro as 'Aventuras de João siri'.
Destarte ao entrar na quadra dos doze já havia lido Mika Waltari (O egipcio), Dostoievsky (Crime e castigo), Defoe, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz... além de quase toda série infanto juvenil da Sra Leandro Duprê (A saga do cachorrinho Samba) e da Coleção Vagalume, isto a ponto de decorar capítulos inteiros... Depois li Verne, Salgari, Caine... e com eles viajei pelo mundo inteiro. Desde então a leitura converteu-se para mim em medicina da alma...
Quando atingi os cinco anos de idade papai - Um pai que jamais buscou terceirizar a educação de seus filhos! - principiou a iniciar-me nos mistérios da História universal, da História portuguesa, da História nacional, da Geografia física e da Geografia política, etc sabatinando-me quase que diariamente no jardim. Tinha além disto, a minha disposição, os livros (Um tanto desatualizados.) que haviam pertencido a meu avô paterno, os quais costumava ler e reler com grande prazer. A ponto de passar longas horas com eles no jardim...
Portanto como se vê, esforçou-se meu pai por oferecer-me uma educação primorosa, mesmo antes de que pudesse ser matriculado na Escola.
Destarte ao entrar na quadra dos doze já havia lido Mika Waltari (O egipcio), Dostoievsky (Crime e castigo), Defoe, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz... além de quase toda série infanto juvenil da Sra Leandro Duprê (A saga do cachorrinho Samba) e da Coleção Vagalume, isto a ponto de decorar capítulos inteiros... Depois li Verne, Salgari, Caine... e com eles viajei pelo mundo inteiro. Desde então a leitura converteu-se para mim em medicina da alma...
Quando atingi os cinco anos de idade papai - Um pai que jamais buscou terceirizar a educação de seus filhos! - principiou a iniciar-me nos mistérios da História universal, da História portuguesa, da História nacional, da Geografia física e da Geografia política, etc sabatinando-me quase que diariamente no jardim. Tinha além disto, a minha disposição, os livros (Um tanto desatualizados.) que haviam pertencido a meu avô paterno, os quais costumava ler e reler com grande prazer. A ponto de passar longas horas com eles no jardim...
Portanto como se vê, esforçou-se meu pai por oferecer-me uma educação primorosa, mesmo antes de que pudesse ser matriculado na Escola.
Comentários
Enviar um comentário